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     Mas há um jovem que é uma exceção famosa. Takeru Kobayashi é uma celebridade no Japão e também nos Estados Unidos. Ele é o maior comilão do mundo, mas é magrinho.

    O apelido de Takeru Kobayashi é "o tsunami", porque engole tudo que tem pela frente. Ele já venceu seis anos seguidos o famoso concurso de cachorros-quentes em Nova York. Já bateu recorde de comer lagosta, hambúrguer.

    Ele diz que comeu 64 cachorros-quentes e meio em um concurso em Nova York. Ele participa de competições no mundo inteiro há oito anos e geralmente ganha.

     Takeru Kobayashi conta que tem um segredo: um treino muito bem pensado.  "Quando eu digo que treino, isso não significa que eu como para praticar. Eu tomo muita água para fazer meu estômago ficar mais flexível e ter uma capacidade maior".

    O maior comilão do mundo tem barriga de tanquinho! Como alguém que faz tudo o que não deve consegue ser magro e saudável? "O que eu como nos concursos não importa muito. No dia a dia, eu como uma grande variedade de comida japonesa", diz.

Herança genética


    A moderação japonesa pode ser conferida no ditado milenar sobre alimentação: “hara hachi bu” (“oito décimos da barriga”). A expressão é uma recomendação para parar de comer no ponto em que faltem 20% para a barriga encher. A ciência já comprovou o ditado, pois a comunicação do estômago com o cérebro demora. Quando sentimos o estômago cheio, na verdade, ele está com 20% a mais de comida.

   O baixo consumo de calorias reduz os efeitos negativos dos radicais livres, moléculas que agem no organismo e que estão envolvidas nos efeitos degenerativos do envelhecimento, incluindo câncer e problemas do coração. A reduzida mortalidade por problemas cardíacos em idosos é explicada pelo baixo consumo de colesterol ruim (gordura saturada) – abundante na carne vermelha, nos laticínios e na manteiga.

Centenários


    A dieta tradicional japonesa é o principal fator pela longevidade no país O Japão é um dos países com o maior número de centenários: 17.934 (em uma população de 120 milhões), segundo o Ministério da Saúde. A maior parte deles está em Okinawa, ilha ao sul do Japão. Esse número tende a aumentar, já que, há dez anos, não havia sequer 9 mil centenários no arquipélago. Em 2020, o Japão será o país com mais idosos no mundo (31% da população), segundo a OMS. Atualmente, a Grécia e a Itália são
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as nações com pessoas com mais de 65 anos) na população: 23%. O Japão tem hoje 18,5% (cerca de 22,2 milhões de pessoas).

 

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