O MUNDO MÁGICO DOS NINGYOS
A coleção está dividida em três temas gerais. O primeiro, Hina Matsuri (Dia das meninas), conjuga:
- 3 conjuntos de Imperador e Imperatriz e sua corte;
- 8 casais de Imperadores dos períodos de Edo, Meiji, Taisho e Showa;
- 3 Jovens Beldades;
- 2 Sacerdotisas Shintoístas;
O segundo tema é dedicado ao Tango no Sekku (Dia dos Meninos) e apresenta:
- 7 guerreiros samurais: símbolo de virilidade e de força ética;
- 1 conjunto de samurais;
- 15 figuras de meninos, em vários tipos de brinquedos;
- 2 figuras de recém-nascidos, augúrio de saúde e felicidade;
E sobre outros temas estão peças dos Teatros Nô e Kabuki, figuras representando a Sabedoria, ningyos Protetores e Japop (as bonecas contemporâneas). Há ainda os estandartes, gravuras, mangás e animês.
Todo este material será exibido em vitrines iluminadas, que preservam a integridade das peças expostas e proporcionam uma condição de observação privilegiada. Nos casos das famílias imperiais, será feita a montagem tradicional de exposição dessas peças, colocadas numa escada, como um altar. Um fundo decorado será utilizado para criar um ambiente sofisticado e respeitoso. Uma projeção mostrará detalhes ampliados dos bonecos, permitindo a apreensão da enorme carga dramática e qualidade de execução das peças. Uma trilha sonora com de temas tradicionais japoneses será responsável por aproximar o visitante do universo proposto.
FORMAS HUMANAS
Ningyo em japonês significa "forma humana": nin (humano, gente) e gyo (forma). E boneca (ningyo), no Japão, tem função maior que a de simples brinquedo. Muitos foram criados especialmente para celebrar o Dia das Meninas, o Dia dos Meninos (5 de maio) ou como representações humanas para festas como o Yahoi noSekku, dedicada à purificação do espírito. A tradição teve origem num costume chinês, no qual as pessoas escreviam males e infortúnios em bonecos e os jogavam no rio, para que eles levassem embora todos os maus fluídos.
Outro costume era colocar bonecos de palha ou papel perto de bebês, para que atraíssem todas as doenças e malefícios. Mais tarde, eles eram jogados num rio, a fim de levar as enfermidades embora. “No Japão os bonecos eram, e ainda são, em essência, emblemas poderosos, que permitem estabelecer a ligação entre este mundo e as forças não vistas, e a eles é atribuído um poder e um significado não partilhado pelos bonecos do ocidente”, explica Denise Mattar.
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