Em 1937 iniciou uma guerra não declarada contra a China, que se estenderia até Segunda Guerra Mundial. Em setembro de 1940 firmou um pacto com a Alemanha e a Itália. A entrada na Segunda Guerra Mundial foi o passo seguinte.
O ataque de surpresa dos japoneses à base militar americana de Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, antecipou a entrada dos Estados Unidos na guerra. Os primeiros meses foram favoráveis ao Japão, que se apoderou rapidamente das Filipinas, Indonésia, Indochina e Malásia.
No entanto, a partir de 1943, as forças estadunidenses começaram a vencer a guerra. As bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroxima, em 6 de agosto de 1945, e sobre Nagasaki, três dias depois, aceleraram a rendição japonesa.
A assinatura da rendição em setembro de 1945 no porta-aviões Missouri, atracado na baía de Tóquio, foi o principal símbolo da superioridade tecnológica e militar dos EUA, e ao mesmo tempo, o prenúncio do papel reservado ao Japão durante a guerra fria: fiel aliado político e aguerrido adversário econômico dos Estados Unidos.
Período do pós-guerra
Durante a ocupação que se estendeu até 1952, o Japão foi governado pelo Conselho Supremo das Potências Aliadas. O general estadunidense Douglas MacArthur, chefe das forças de ocupação aliadas no Japão, recebeu o encargo de desmilitarizar e democratizar o país, com profundas reformas que encerraram de vez o feudalismo e o militarismo. A nova constituição democrática do Japão, revisada por MacArthur, foi promulgada em 3 de novembro de 1946 e entrou em vigor em 3 de maio de 1947.
Em 1947 foi aprovada uma lei antitruste, a Lei de Proibição de Monopólios, o que levou os zaibatsus à dissolução. Com isso, os EUA pretendiam enfraquecer o poder dos grandes grupos e estimular a concorrência na economia japonesa.
Em 1951 firmou-se a paz com o Ocidente, por meio do Tratado de São Francisco, e no ano seguinte o Japão recuperou sua soberania. Reduzido aos limites que tinha antes do período Meiji e sem a obrigação de sustentar a máquina militar, o país apresentou notável crescimento econômico. O superávit comercial converteu-o em potência financeira.
A recuperação econômica japonesa foi avassaladora, e na década de 1960, o país já era a terceira maior economia do mundo, atingindo o segundo lugar em 1980. O Japão se beneficiou da ajuda financeira do tesouro norte-americano devido ao seu importante papel na Guerra Fria, que foi fundamental para a sua economia.
A vida política japonesa viu-se dominada, entretanto, pelo Partido Liberal Democrático, que governou com uma sucessão de primeiros-ministros a partir de 1955. Entretanto, os escândalos financeiros e pessoais em que se viram envolvidos alguns deles, como Tanaka Kakuei -- que teve que deixar o poder em 1974 -- e Takeshita Noboru -- que renunciou em 1989 --, fortaleceram a oposição. Como reação, o Partido Liberal Democrático decidiu apoiar uma nova geração de políticos, liderada por Kaifu Toshiki. Nesse mesmo ano morreu o imperador Hirohito, que foi sucedido por seu filho Akihito. Em 1993, pela primeira vez desde 1955 assumiu a chefia do governo um primeiro-ministro não pertencente ao Partido Liberal Democrático -- Hosokawa Morihiro, do Novo Partido Japonês.
Fonte: http://www.japao-online.com/pt/index2.html
Geografia Geral e do Brasil, espaço geográfico e globalização - Ensino Médio - João Carlos Moreira e Eustáquio de Sene - Editora Scipicione