Período Nara (710-784)
No ano 710, a capital imperial transferiu-se de Asuka para Nara, no centro da planície de Yamato, onde foi construída uma réplica de Changan, capital da dinastia chinesa Tang. O imperador Shomu e sua consorte Komio se encarregaram de difundir o budismo e a cultura chinesa. Uma de suas medidas foi a fundação de templos budistas, conhecidos como kokubunji. No princípio do século VIII, as tradições japonesas foram reunidas nas duas obras literárias mais antigas do Japão: o Kojiki (Crônica das coisas de antanho) e Nihongi (Crônicas do Japão).
Período Heian (784-1185)
O imperador Kammu transferiu a capital para Heian-kio (capital da paz) ou Kyoto e rompeu os laços entre o governo e o budismo, cujos sacerdotes se haviam tornado excessivamente ricos e ambiciosos. Durante o século X, sob a hegemonia da família Fujiwara, firmou-se uma cultura autênticamente japonesa, que tinha entre seus principais elementos um silabário próprio, o kana. O idioma japonês, composto foneticamente de apenas 46 signos básicos, não precisava do complexo sistema de escrita chinês. A adoção do novo sistema, sobretudo pelas mulheres, possibilitou o surgimento de uma literatura ágil, desenvolta e às vezes picaresca.
Nessa fase, em que o Japão viveu um longo período de paz, forjou-se uma aristocracia cortesã brilhante, refinada e formalista. O budismo, entretanto, foi conquistando lentamente o país, difundindo-se na classe média. Nessa época surgiu a classe dos guerreiros (samurais) que atuavam como polícia militar na corte. Entre eles destacaram-se os Minamoto, da linhagem do imperador Seiwa, e os Taira, descendentes do imperador Kammu. Nos distúrbios de Heiji, em 1159, a família Minamoto foi derrotada e subiu ao poder Taira Kiyomori.
Quando os Minamoto se recuperaram, houve uma guerra civil que durou cinco anos e terminou em 1185 com a derrota dos Taira, numa grande batalha naval.
Período Kamakura (1192-1333)
Yoritomo, do clã vencedor Minamoto, estabeleceu um governo militar, ou xogunato, em Kamakura. Isso significou o fim do antigo sistema monárquico e o início do exercício do poder pela classe dos samurais, baseada num sistema feudal. O xogum e sua administração, o bakufu, apesar de serem a autoridade mais forte do Japão, não constituíam o governo oficial do país: na teoria, a corte imperial de Kyoto desempenhava essa função. Depois da morte de Yoritomo, assumiu o poder a família Hojo. Nesse período, o governo do país foi exercido de maneira obscura. O titular era o imperador, que se encontrava em Kyoto, mas seus poderes eram exercidos de fato por um imperador "aposentado", que costumava ser o pai do primeiro.
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