Surgimento do Japão Moderno
Como resultado dessa política modernizante, o Japão viveu um vertiginoso processo de industrialização. Porém, o país enfrentava problemas estruturais graves, como a escassez crônica de matérias-primas e de energia. Na tentativa de superar esses problemas, o império aventurou-se em busca de territórios na Ásia e no Pacífico. Para isso, investiu maciçamente no seu fortalecimento militar. A rígica disciplina xintoísta (aspecto cultural), aliada à capacidade industrial, facilitou ese fortalecimento.
A nova potência reagiu ao expansionismo estadunidense, estabelecendo sua esfera de influência no oceano Pacífico e na Ásia oriental. Os marcos do processo expansionista japonês foram a conquista do arquipélago de Taiwan em 1895, e a vitória na guerra Russo-Japonesa de 1905, que possibilitou a ocupação da Coréia.
Mais tarde na década de 1930, o Japão iniciou a ocupação do lesta da China, com a conquista da Manchúria. Constituía-se o espaço imperial japonês que batizaram de "esfera de coprosperidade do Leste Maior asiático".
Mas o expansionismo prosseguiu, entrelaçando-se com os sistemas de alianças da Segunda Guerra. Os japoneses empenhavam-se em viabilizar seu processso de industrialização, por meio da intervenção do Estado na economia e do militarismo. Assim como a Itália e a Alemanha, o Japão é um país de capitalismo tardio, de imperialismo tardio, e a aliança entre eles foi uma questão de tempo. O Japão firmou com a Alemanha e a Itália o pacto do Eixo e no dia 7 de dezembro de 1941, o célebre ataque surpresa a base naval de Pearl Harbor, no Havaí, deflagrou a guerra no Pacífico. As forças japonesas chegaram a ocupar as colônias européias do Sudeste Asiático e impuseram derrotas significativas aos EUA. No fim, porém, o poderio industrial e bélico dos Estados Unidos se impôs.
A Segunda Invenção do Japão
As explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, assinalaram o colapso do Japão Meiji e de sua esfera de influência imperial. O imperador, de acordo com os termos de rendição, foi obrigado a renunciar publicamente a sua condição de "divindade terrena". Entre 1945 e 1951, o Japão conheceu a ocupação estadunidense. Naqueles anos, o sistema político japonês sofreu uma reforma radical, destinada a remodelá-lo segundo os padrões ocidentais da democracia e a impedir o ressurgimento do expansionismo imperial.
Politicamente, o Japão adotou o regime parlamentar e se configurou o Partido Liberal Democrático, reunindo a maior parte da elite dirigente, que governaria o país ao longo das décadas seguintes. A nova Constituição, elaborada sob supervisão da potência ocupante, limitava os gastos militares a 1% do PIB e substituía as forças armadas por forças de autodefesa, com atuação restrita ao arquipélado japonês.
Em 1954, na moldura da Guerra Fria, o Japão firmava um pacto militar bilateral com os Estados Unidos, colocando-se sob a proteção deles. Essa proteção voltada contra a URSS e a China, envolvia o chamado "guarda-chuva nuclear", isto é, o compromisso de defesa do país, até mesmo com o uso de armas nucleares, e a implantação de bases e forças dos EUA no Japão.
O Japão que emergiu da derrota e da ocupação está lnge de ser uma nação desmilitarizada. Atualmente, suas forças de autodefesa constituem verdadeiras forças armadas. O PIB japonês é um dos maiores do mundo e , por meio de expedientes, o país rompeu a muito o limite do orçamento militar estabelecido na Constituição.
O país participa de operações de paz na ONU e enviou tropas não combatentes para auxiliar os Estados Unidos na ocupação do Iraque, a partir de 2003. mas continua rejeitando a construção de um arsenal nuclear, e tropas dos EUA permanecem estacionadas no arquipélago.
A expansão da economia japonesa após a Segunda Guerra Mundial realizou-se em ritmo superior ao de qualquer outra potência econômica do Ocidente. Na década de 1970, o chamado "milagre japonês" conduziu o país à condição de segunda maior potencia econômica do Oriente.
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